A vitamina D ajuda o corpo a aproveitar o cálcio e participa do funcionamento das nossas defesas. A vitamina K2 cuida da etapa seguinte: ativa as proteínas que trabalham com esse cálcio dentro do corpo. É por isso que as duas costumam aparecer juntas.
Agora, quanto de vitamina D você precisa repor, e se a K2 entra na sua fórmula, não está escrito em rótulo nenhum. Está no seu exame e na avaliação de quem acompanha você.
Vamos por partes, com calma.
O que a vitamina D faz no corpo
O papel mais conhecido é o do cálcio. A vitamina D ajuda o intestino a absorver o cálcio que vem da alimentação, e o cálcio é indispensável para a formação normal dos ossos.
O papel menos comentado é o da imunidade. A literatura científica descreve que a maior parte das células do sistema imune tem receptores para a vitamina D. Em outras palavras, ela faz parte do funcionamento normal das nossas defesas.
Aqui cabe um cuidado, e eu prefiro dizer com clareza: participar do funcionamento do sistema imune não é o mesmo que impedir alguém de adoecer. Vitamina D não é escudo, e nenhuma farmácia séria deveria vender essa ideia. O que faz sentido é não deixar faltar.
Por que tanta gente precisa repor
Porque a nossa principal fonte de vitamina D não é o prato, é o sol. O corpo produz a vitamina quando a pele fica exposta diretamente à luz solar. E pouquíssimos alimentos a trazem naturalmente: os peixes mais gordos, como salmão, atum e cavala, e, em quantidades menores, gema de ovo, fígado, queijo e cogumelos.
Agora olhe para a rotina de hoje: trabalho em ambiente fechado, roupa que cobre, protetor solar. Nada disso é convite para abandonar o protetor. É só a explicação de por que a conta nem sempre fecha.
A literatura lista ainda outros fatores ligados a níveis mais baixos: pele mais escura, idade mais avançada, excesso de gordura corporal (a vitamina fica retida no tecido gorduroso e menos disponível) e condições que atrapalham a absorção de gordura no intestino. As sociedades brasileiras de endocrinologia e de patologia clínica também apontam grupos que merecem atenção especial, como idosos e gestantes.
K2 MK7: o que é, e por que não é a mesma coisa que a K1
Vitamina K não é uma só, é uma família.
→ A K1 vem principalmente das folhas verdes e de alguns óleos vegetais. O fígado a usa, de preferência, para os fatores da coagulação do sangue.
→ A K2 é um grupo de substâncias chamadas menaquinonas, de origem principalmente microbiana. Por isso ela aparece em alimentos fermentados, como queijos e o natto, a soja fermentada da culinária japonesa.
Dentro da K2 existem várias formas, identificadas pela sigla MK e um número. As duas mais usadas são a MK4, encontrada em laticínios e em algumas carnes, e a MK7, da qual o natto é a fonte mais rica.
A diferença que interessa entre elas é o tempo que ficam no sangue. Em um estudo com voluntários saudáveis, a MK7 foi bem absorvida e mostrou meia-vida muito longa, com níveis mais estáveis do que os da K1. Em outro, ela continuou detectável até 48 horas depois de uma dose única, enquanto a MK4, na mesma quantidade, não chegou a ser detectada. É um dos motivos de a MK7 ser a forma que você mais vê nas fórmulas.
O que a K2 faz com o cálcio
A vitamina D ajuda o cálcio a entrar. A pergunta seguinte é: e depois?
É aí que a vitamina K trabalha. Ela ativa proteínas que só conseguem se ligar ao cálcio depois dessa ativação. Duas são as mais estudadas:
→ a osteocalcina, produzida no osso, cuja capacidade de se ligar ao cálcio depende da vitamina K;
→ a proteína Gla da matriz, presente na cartilagem e na parede dos vasos, que, segundo a literatura, parece ser importante para evitar o depósito de cálcio nos tecidos moles.
E existe uma ligação direta entre as duas vitaminas: a D estimula a produção da osteocalcina, e a K é quem a ativa. Uma prepara, a outra completa. Essa é a lógica de estarem na mesma fórmula.
Agora, a parte que os títulos de "combinação obrigatória" pulam: mecanismo não é promessa. Uma revisão científica de 2024 concluiu que a vitamina K, somada a um bom nível de vitamina D, parece contribuir para a saúde dos ossos, e pede mais pesquisa sobre a ação conjunta e sobre a proporção entre as duas. Os estudos com suplemento de vitamina K ainda trazem resultados inconclusivos para o osso e limitados para os vasos.
Por isso, receita só com vitamina D não é receita incompleta, e receita com as duas não é exagero. É decisão de quem prescreve, para o seu caso.
Um aviso importante: quem usa anticoagulante precisa conversar com o médico antes de qualquer fórmula com K2. A literatura registra que mesmo quantidades pequenas de MK7 podem interferir em alguns desses tratamentos.
Ela está em quase todo pote. E é aí que mora o problema
Repare nas prateleiras: a vitamina D está no multivitamínico, no cálcio, no suplemento "para imunidade", no colágeno com vitaminas. Quase todo pote traz um pouco.
Parece bom, e tem dois problemas.
O primeiro é que a quantidade do pote é igual para todo mundo. E a vitamina D não funciona assim: quem está com o nível baixo precisa de uma reposição, quem está bem precisa de outra, e há quem não precise de nenhuma. Quem enxerga isso é o exame de sangue, lido por um profissional.
O segundo é a soma. A vitamina D é lipossolúvel, ou seja, se dissolve em gordura, e o corpo a guarda no tecido gorduroso e no fígado. Em excesso, ela faz o intestino absorver cálcio demais, e o cálcio no sangue pode subir. Aqui, mais não é melhor. E quem toma três potes diferentes quase nunca sabe quanto está tomando no total.
É por isso que você não vai encontrar nenhum número neste texto. A vitamina D precisa ser prescrita de acordo com a necessidade de cada pessoa, e essa quantidade pode mudar no exame seguinte. Dose igual para todo mundo é o oposto de um cuidado feito para você.
Por que a forma em óleo faz diferença
Justamente por ser lipossolúvel, a vitamina D precisa de gordura por perto para ser bem absorvida.
Um estudo com adultos mais velhos mostrou isso de forma simples: quem tomou a vitamina D junto de uma refeição com gordura teve, no pico, cerca de um terço a mais da vitamina no sangue do que quem tomou com uma refeição sem gordura.
É daí que vem a lógica das gotas em veículo oleoso: a vitamina já chega dissolvida na gordura de que precisa. Uma revisão de estudos que comparou os veículos encontrou resposta maior com a vitamina D em óleo do que em pó ou em solução alcoólica. Os próprios autores avisam que os estudos são poucos, e há pesquisa em que as gotas em óleo superaram o comprimido, mas não a cápsula.
Então eu digo na medida certa: a forma líquida em óleo é considerada uma das de melhor aproveitamento, e é uma escolha que faz sentido. Não é mágica.
Aqui na FarmaClean, essa combinação existe como Vitamina D3 + K2 MK7 em gotas, e as nossas gotas são feitas em óleo. Você, ou quem prescreveu a sua fórmula, escolhe entre dois: o óleo de girassol ou o TCM, sigla de triglicerídeos de cadeia média, que vem do coco.
Elas são feitas sem glúten, sem açúcar, sem lactose e sem corante, com insumos que chegam com nota fiscal e laudo, que você pode pedir. E, se a sua receita pede outra quantidade, ou só a vitamina D, é a receita que vale.
A fórmula é sempre feita mediante receita de profissional habilitado (médico, nutricionista, fisioterapeuta, biomédico ou dentista), ou por indicação da nossa equipe técnica de farmacêuticas.
Resumindo, minha querida
→ A vitamina D ajuda o corpo a aproveitar o cálcio e participa do funcionamento das defesas. Como ela vem sobretudo do sol, é comum faltar.
→ A K2 MK7 ativa as proteínas que trabalham com esse cálcio. Costuma vir junto, e não é obrigatória para todo mundo.
→ A quantidade é sua: sai do seu exame e da prescrição, não da prateleira.
→ Como a vitamina D precisa de gordura, a forma líquida em óleo é uma boa escolha. As nossas gotas são em óleo de girassol ou em TCM, à sua escolha.
Tem uma receita de vitamina D na mão?
Mande a foto da receita para a nossa Central de Orçamentos, no WhatsApp 41 99860-4647.
A manipulação leva 2 dias úteis. E se você ainda não tem receita e quer entender se essa fórmula faz sentido para você, chame no mesmo número: quem responde é a nossa equipe técnica de farmacêuticas.